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Integrante da REBRAPESC publica capítulo no livro “Objetos que emocionan”

Virginia Vecchioli, professora da Universidade Federal de Santa Maria e Coordenadora de Intercâmbios Internacionais da REBRAPESC, participa do e-book Objetos que emocionan: Testigos materiales del conflicto en América Latina, publicado nessa semana por edição conjunta entre a Universidad de los Andes (Colômbia) e a Universidad Alberto Hurtado (Chile).





Com organização acadêmica de Ana María Forero Angel e Andrés Góngora, a publicação virtual que pode ser adquirida junto as editoras, possui um prólogo e uma introdução, seguido de onze capítulos divididos em duas partes: a primeira composta por cinco capítulos trata as materialidades, emoções e confrontações; a segundaparte formada por seis capítulos trata da violência, memórias e espaços museais. É na segunda parte da publicação que está o capítulo oitavo de Virgínia Vecchioli (et.al), intitulado La memoria digital de las experiencias de exterminio: El Campito, Argentina.



Este capítulo dedica-se a tratar a produção de um dispositivo digital interativo que foi criado por dois coletivos de memória, uma recriação virtual do centro clandestino de detenção, tortura e extermínio da Argentina conhecido como El Campito. Como um convite a leitura do livro Objetos que emocionan, e em especial do capítulo oitavo, reproduzimos parte da conclusão deste trabalho de memoria digital, nas palavras de Vecchioli (2024, p.252, tradução nossa):


Essa tensão entre o real e o funcional é, definitivamente, um paradoxo que acompanha todo trabalho de memória coletiva. Como o que atravessa os próprios sobreviventes, alguns dos quais acreditam "ver" os restos de El Campito em algumas construções que foram objetivamente erguidas algum tempo depois da limpeza e destruição do CCDTyE, mas que para eles são o "testemunho" material do extermínio e a lembrança fotográfica com a qual retornam de suas visitas ao local. Parafraseando Lévi-Strauss, longe de serem "fições fabulosas", no relato desse coletivo de sobreviventes, assim como em nosso trabalho de reconstrução digital, o passado é reconstruído em um trabalho que organiza os restos mortais de acordo com uma imaginação documentada.









O capítulo oitavo é utilizado no vídeo de divulgação da publicação, disponível nas redes sociais, em que se enfatiza a importância deste dispositivo criado para manter viva a memória coletiva sobre uma tragédia que marcou o país.



Conforme a divulgação da publicação pela editora UNIANTES, Objetos que emocionan é apresentado nos seguintes termos:


Vários objetos têm sido testemunhas materiais das experiências de violência e conflito na América Latina. Neste livro, o que está preservado nos museus, nos locais em ruínas, nas paisagens, nos arquivos, nos corpos d'água ou nos corpos humanos ajuda a compreender as adversidades que têm ocorrido no nosso continente. Em Objetos que emocionam, pesquisadores da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México estudam o vínculo indissolúvel entre materialidades, emoções e conflitos, o que permite uma leitura inovadora dos processos históricos, políticos e sociais que marcaram o destino de nossos países.


Informações sobre Virginia Vecchioli em: https://www.rebrapesc.com.br/virginia-vecchioli

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